Munido de números alarmantes sobre a saúde pública no Estado da Bahia, o deputado estadual Targino Machado, líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, foi ao plenário nesta tarde de terça-feira para mostrar sua preocupação com a péssima gestão petista nesta área nos últimos doze anos.

 

O parlamentar criticou a Regulação no estado, lamentou o baixo investimento na saúde e revelou que a Bahia está em antepenúltimo no ranking nacional neste quesito.

 

Desempenho do Governo Rui Costa na saúde entre 2015 e 2018

 

O desempenho do governo da Bahia, no período 2015 a 2018, na saúde, foi péssimo. O governador Rui Costa prometeu construir sete novos hospitais há quatro anos. Os hospitais novos construídos foram: o Hospital Regional da Costa do Cacau e o Hospital do Oeste, e transformou o Hospital São Jorge em Hospital da Mulher. O governador ampliou e reformou algumas unidades do interior, mas está a propagandear de que construiu sete hospitais. E continuando nesta arte de disfarçar, o governador prometeu construir, também, vinte e oito policlínicas até dezembro de 2018, sendo onze no primeiro ano de mandato. Essas policlínicas seriam administradas pelos consórcios municipais de saúde. O estado participa, financeiramente, com 40%, e os municípios com o restante, ou seja, mais um encargo para essas cidades. O estado vai transferir a sua responsabilidade aos municípios.

 

Problemas na Regulação na Secretaria de Saúde da Bahia

 

O problema da Regulação na Secretaria de Saúde da Bahia é constante. A matemática é simples. Há mais pacientes do que leitos na Bahia. Em Salvador, o gargalo é maior, pois, além da demanda da capital, as unidades de saúde, também, acolhem os pacientes oriundos do interior. Os hospitais do interior não têm capacidade para atender esses pacientes. Esta é uma situação absurda. A Regulação é uma fila da morte.

 

Números pífios em investimento na área da saúde

 

Fiz um levantamento sobre os recursos aplicados em investimentos em saúde nos últimos doze anos, entre 2007 a 2018. No exercício de 2007, os recursos aplicados da área da saúde na gestão do governo estadual, já do PT na época, foram de 5.82% apenas. No ano seguinte, 9.37%. Em 2009, chegou a 15.18%. Já em 2010, mergulhou para 6.40%. Nos primeiros três anos do segundo governo Wagner, esse investimento ficou na casa dos 4%. Em 2015, já no governo Rui Costa, o investimento em saúde foi de 3.85%. Em 2016, 5.12%. No ano seguinte, 9.66%. Em 2018, ano de eleição, subiu para 16.09%. Isso, inclusive, por conta das reformas aligeiradas de hospitais e construção de policlínicas, com objetivo eleitoral. No total, nestes doze anos, aplicou-se apenas 7.42% do orçamento do estado na área da saúde. No período de 2007 a 2018, o investimento total do estado foi de 23.5 bilhões de reais. Em saúde foi de 1.7 bilhão, representando os 7.42%. Ocorreu uma coincidência: nestes doze anos, houve um investimento em publicidade do mesmo valor do que se investiu na saúde. É um absurdo!

 

Bahia em antepenúltimo do país em investimento na saúde

 

Lanço um desafio aos deputados da Assembleia Legislativa da Bahia: vamos fazer uma Emenda Constitucional obrigando os parlamentares, quando eleitos, usarem como plano de saúde o cartão do SUS. Aí a saúde pública vai melhorar. Vamos encampar essa tese e fazer essa Emenda. Quando os filhos dos políticos forem se tratar na rede pública de saúde, viraremos paraíso nessa área. A Bahia é o terceiro estado que menos investe em saúde. Isso é uma vergonha. Só ficamos atrás do Pará e do Maranhão. Todos os outros estados do Norte/Nordeste estão melhores que a Bahia, segundo cálculos inéditos divulgados pelo Conselho Federal de Medicina, órgão insuspeito. O gasto, por habitante, com saúde no estado da Bahia foi de R$ 777,80, o que coloca o estado em 24º no ranking nacional. R$ 2,13, diz o Conselho Federal de Medicina: esse é o valor per capita destinado pelos três níveis de gestão – os governos Federal, Municipal e Estadual – para cobrir as despesas com saúde dos mais de quinze milhões de brasileiros que vivem na Bahia. Na base do ranking, dos gastos totais per capita com saúde, além da Bahia, surgem o Pará, com despesa de R$ 703,67, e o Maranhão com R$ 750,45.

 

Péssima gestão da saúde em Feira de Santana

 

Subiu para três o número de mortes por dengue em Feira de Santana, que tem mais de seiscentos casos da doença confirmadas. O prefeito Colbert Martins, que é médico, e que não entende nada de medicina ou saúde pública, porque, embora angiologista, nunca atendeu um paciente pobre. Nunca soube onde era a clínica dele. Todos ficaram esperando que a saúde da cidade fosse melhorar, mas deu zebra. Ele, por absoluta inação e falta de gestão, deixou a dengue virar calamidade na cidade. O Ministério Público da Bahia acionou a prefeitura a contratação de 407 agentes de endemias. Toma juízo, Dr. Colbert Martins!

 

Fonte: Ascom do deputado Targino Machado (DEM)